quinta-feira, 13 de agosto de 2015


Dos símbolos, escondido. - Renan Soares (turma 1201)

Um ponto.
Uma vírgula,
Exclamação!
Pra chamar sua atenção! (Interrogação?)

Três pontinhos...
Dizem mais+
O que com palavras
Não se faz

Diminui - :
Ou se aumenta x+
A alegria :)
De quem te aguenta

São apenas desenhos 6
Números, letras W
Mas na rima me falta
Determinados símbolos

Procuro te dizer /:
Não consigo o_O encontrar :(
Tento entender !?!
Mas não deixo passar #

Vou criando @
No meio % deles
*Uma forma de & conseguir
Deixar tudo € de lado
Me ¥ aproximar  apaixonado §
Encarar $ todo medo
E ^ finalmemte } dizer
Com <clare>za que ¢
Com |= muito ]prazer
Eu amo vocë! <3
\o/

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A lenda há muito perdida: Sandman – Os Caçadores de Sonhos - Eugênio Luiz (ex-aluno)

Quando Neil Gaiman encerrou Sandman, em 1996, deixou bem claro o desejo de revisitar o fantástico universo do personagem tão logo quanto possível. Os fãs aguardavam mais uma história em quadrinhos, uma continuação. Entretanto, a surpresa foi mais grata: um livro ilustrado com uma belíssima história do Lorde Morpheus. Assim nasce Sandman: Os Caçadores de Sonhos.

No livro, um monge de vontade férrea cuida de um templo budista praticamente esquecido, que logo vira alvo de cobiça de um texugo e uma raposa, os quais fazem uma aposta pelo lugar. Armados de pequenos truques ilusórios, as duas criaturas tentam arrancar o monge da sua morada, mas não logram êxito na empreitada. O texugo vai para longe, mas, inimaginavelmente, a astuta raposa se apaixona pelo humilde monge. Numa certa noite, a pequena criatura descobre os planos de um feiticeiro maligno para retirar a vida do seu amado e, alavancada por essa paixão, ela sai em busca de uma forma de salvar a vida dele e acaba por envolver o Senhor dos Sonhos.

Mais uma vez, Neil Gaiman nos encanta com a sua maestria narrativa e mostra que é tão bom e profundo na prosa quanto é nos roteiros de uma história de banda desenhada. As ilustrações ficaram a cargo de Yoshitaka Amano, famoso pelos trabalhos em ilustrações de Vampire Hunter D e como design na célebre séries de jogos Final Fantasy. Em Caçadores de Sonhos, Amano se mostrou impecável, com um traço leve e belíssimo, colando maravilhosamente com a história. 

De maneira ampla, Caçadores de Sonhos é uma história belíssima que deve ser lida não somente pelos fãs, mas também por todos aqueles que são apaixonados por boas histórias. Também está disponível em formato de história em quadrinhos, com roteiro de Gaiman e arte de P. Craig Russel, outro formidável artista. Entre nesse maravilhoso mundo, “nos dias em que várias coisas rondavam pela Terra, coisas que raras vezes vemos hoje.”

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Autor: Neil Gaiman
Título: Sandman: Os Caçadores de Sonhos 
Editora: Panini 
Páginas: 130 
Preço: R$ 22,90

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O poema que segue foi escrito pela Gabrielle Loyola, aluna do CPII, campus Centro.

Esta é a primeira vez que postamos um texto de autoria de um aluno de outro campus, que não o de Niterói.

Que venham outros, muitos, tantos!
Que entrelacemos as vozes para construir nosso PARALELO.
Que as paralelas, enfim, se encontrem!

Seja bem-vinda, Gabrielle!

Arruinação
(Gabrielle Loyola)

Sagrado cálice
De tomar vinho
Vinho impuro
Sangue
Sangue santo
E rumo obscuro
Santificado seja
Tudo que é todo
(E o que não é também)

Canonizaram o morto
O fogo
O tolo
O soco
O morro

A rua
A lua
A mula
A minha e
A sua

Sacrilégio à loucura
Fuga, ruptura
Construção de estrutura
Fórmula pra fazer
Frase
Verso
Texto completo

Paixão
Controlada
Por bula

Psicologia desvendada
Santa a puta
Santa a pura
Santa a lógica e pensada
Literatura

quarta-feira, 8 de julho de 2015

No fim, um começo - Verônica Almeida (turma 1303)

A criança ouvia falar de uma confusão, amor
Como um verbo intransitivo e sem conjugação no passado.
Curiosa, quis conhecê-lo, ir ao seu encontro seja onde for
Mas ele estava em tudo, era tudo, sujeito indeterminado.

Com o tempo, a menina então cresceu
Lembrava feliz da sua infância, joelhos ralados.
Até que um dia um sujeito simples apareceu
Despertando algo, sentimentos brilhando em olhos fechados.

Ela não esperava que ele crescesse em seu interior
Mas não pode evitar, sujeito composto se tornou.
Ganhou proporções inimagináveis, amor, grande amor
Sem medo, já não resistia, apenas se entregou.

A garota tropeçou em seus sonhos, caiu, se machucou.
Queria que sua dor não fosse vista por ninguém.
Fez do amor sujeito oculto e se calou
Enquanto ele ainda estava ali e parecia ir mais além.

Num belo dia a mulher começou a aparecer.
No lugar da dor de um joelho ralado, um coração partido sente.
Decidida, quis dar um ponto final, reformar todo seu ser
Sendo livre, fez do amor enfim sujeito inexistente.

domingo, 17 de maio de 2015

Mu(dar) a lou(cura), de Suzane Santos (turma 2204) Nas ondas do mar Se deve (a)mar. Em toda ocasião Encontre o mar Revolto ou pacífico, Conjugue o mais lindo verbo, Afogue-se, Beba a mais doce essência. Mergulhe, Sem respirar as amarguras. E num suspiro profundo AME, Pois o amor é uma lou(cura) indispensável para mu(dar) O mundo.